quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Água Vermelha



Água Vermelha

Água no deserto
Água salgada
Água sem rumo
Água com lagrimas

As crianças são fontes disso
Do sofrimento inocente
Da dor que aos adultos
É lacerante e comovente

Água no deserto
Água pulsante
Água na areia
Água com sangue

Os homens são fontes disso
Das balas e das bombas
Que abrem poços em nossos corpos
Que descansam sem direto de sombra

Querem que se calem?

Essas vozes que cantam no deserto?
Esses sussurros exalam morte e indignação
São dois deuses
São duas fases

O que as janelas me mostram?
Um infante feliz em meio a destruição!
Por que não me mostram as águas!
Escorrendo dos olhos e dos corpos!

Por que não me mostram os cânticos?
De fúria e dor
Por que não mostram o corpo tombado?
Do pai ou da mãe

Água na areia
Pulsante
Nauseante
Vermelha

José Alberson

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Impacto



Impacto

Quando você vêm...
Ou apenas passa em meus pensamentos...
Arrasa ceús...
Destroi estrelas...

E não sei por que insisto em pensar em você...
Pois toda vez que penso é catastrofico...
Destroi tudo o que tenho e o que penso em ter...
Minha mente não aceitou sua ida...

E faria tudo pra te esquecer...
Para deixar você em paz...
Para apagar tudo que deu de errado...
Por favor saia de mim...

Deixe meu mundo em paz...
Esta muito melhor assim...
Não pertube minha paz...
Já que a achei tão longe de você...

A culpa não é sua...
É minha...
Pois sou eu que assendo o pavio..
Pois sou eu que puxo o gatilho...

E nesse momento ocorre o impacto!
Desmancha a realidade...
E me envia para a ilusão...
Me envia para uma colisão sem limites...

José Alberson

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Emmile


Emmile

Entraram no meu quarto
Mudaram tudo...
As cores, os móveis...
Mudaram meu mundo...

Os tons tristes e fúnebres
Por alegres e delicados
A minha lua fosca e apagada
Por uma cristalina e iluminada

Minha cama torta e barulhenta
Por uma macia e acolhedora
As estrelas distantes
Por porções coloridas e cintilantes

Você mudou minha cor
Meu timbre
Minha harmonia
Meu ritmo

Esta tudo além do imaginável
Em mim está tudo vivo
Dançante e alegre
Está tudo como você...

Acolhedor

José Alberson

Doce



Doce

Hoje andei sozinho
Mas me senti acompanhado
Por palavras doces
De um garoto apaixonado

As coisas mudaram não é?
E quem disse que seria ao contrario?
O importante é que não consigo esquecer
O quão bonito era ver você escrever

Onde tudo seria possível
A morte não separaria o amor
E a solidão é apenas um caminho
Que seguimos para encontrar algo melhor

Sim, o amor é um doce
Que você faz ficar atraente
Desejável aos olhos
Desejável ao paladar

Um sonho nunca morre
Uma verdadeira amizade não se esquece

José alberson

Amor



Amor

Esta chovendo agora meu amor.
Vou deixar você se molhar
Para te ver brincando meu amor
Para te ver dançar

Quero-te ver pisando
Na areia macia
Quero-te ver dançando
Enquanto a chuva ganha vida

Amor,
Não me deixe aqui sozinho
Esta chovendo, mas está tão lindo
A chuva e te ver sorrindo

Corre comigo meu amor
Na estrada da liberdade
Onde encontraremos cor
E felicidade

Esta chovendo agora meu amor
Então vou me molhar
Para brincarmos juntos
Para te ver sonhar

Vamos cair juntos
Rolando na areia macia
Vamos seguir dançando
Até raiar o outro dia

Não,
Não quero ir embora
Esta chovendo tão bonito
Faz lembrar o quão lindo é o seu sorriso

Vamos comigo, meu amor.
Na estrada sem maldade
Onde encontraremos calma
E não haverá saudade

Me dá a sua mão
Vamos dançar de novo
Uma dança sem canção
Uma dança de coração

Uma dança de quatro letras
Com um doce sabor
Sabor intenso e com calor
Sem tristeza ou solidão



Ah, meu amor
Dança comigo essa canção
Nessa chuva de verão
Que o mar canta com vigor

Essa dança tão suave
A dança do amor

José Alberson

Alegria



Alegria

Quando você não esta aqui
O céu fica sem estrelas
O mar perde os corais
E o pão perde a manteiga

E se estou na multidão
Sinto-me sozinho
E se mostro um sorriso
No fundo estou vazio

Mas quando você chega
É puro impacto
O seu olhar no meu
Muda a rotação, muda o rumo...

As estrelas dançam no céu
E brilham mil vezes mais...
O mar namora a lua
E revive a cor dos corais

E não me importa
Se como pão namultidão
Tudo fica vivo e alegre
Os morangos sorriem

E tudo em mim se pergunta
“Quem é essa menina que ri?”
O coração bate mais forte...
“Ela vai me fazer feliz?”

Não me importa o que ela faz
Nem tão pouco o que fazia
Bater forte eu sei que vai!
Meu coração com alegria!

José Alberson

4:20

 

4:20

Perdi o controle
É inevitável
Essa áurea me puxa
A uma aventura sem pecado

Com sentimentos reais
Sem dor e sem limite
Girando e se expandindo
Dentro da minha cabeça

Como uma revolução
De fora pra dentro
Mudando a textura
Mudando espaço e tempo

Mexe com os nervos
A pele e os pelos
Tira lágrimas de um deserto
Nessa noite que se mistura

Como tintas coloridas
A o som de varias flautas
Tocando alegre
E intensamente

Na velocidade do som
Deixo de ser eu
Passo a ter vibrações
Imóveis e coloridas

Dentro de uma alma
Preenchida de som
Nada para
Tudo gira

Com a beleza do fogo
Com a calma da fúria
Com o silencio do beijo
Com o ranger do medo

Tudo mexe
Em harmonia
Em ritmo
Em musica

Fazendo dançar
Como um universo
Luminoso
Um eterno nascimento

E pra que controlar isso?
Não vou me conter
Vou deixar ser levado
Por esse ritmo

E nesse momento
Magico e místico
Não enxergo mentiras
Solidão ou tristeza

É como se tudo explodisse
Em cores e luz
E girasse entorno do céu
Fazendo tudo virar uma brincadeira

E quando tudo acaba
Termina com o silêncio
E no coração
O gosto de menta

Energizando a alma
Você repete
E mais uma vez tudo
Gira...

José Alberson

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Listrado





Listrado

Olha só que vêm ali!
Correndo sobre o telhado
É um gato muito malandro
É o gato Listrado

Listrado tem um bigode enorme
Pernas grandes e um tremendo barrigão
Mas é tranquilo e preguiçoso
Não gosta de briga nem confusão

Tem medo de água
E também de injeção
Todo mundo da vila sabe
Listrado é um medrosão

Listrado adora peixe
Pra ele é melhor que ração
Por isso em dia de feira
Fica rodando a barraca do seu Gibão

Mas não adianta
Coitado do Listrado
Tudo acontece com ele
Pois é um tremendo azarado

Em dia de feira
Seu Gibão fica ligado
“Hoje eu pego aquele gato!”
Gritava ele muito bravo

Mas Listrado não era bobo
Ficava esperando sentado
“Seu Gibão depois do almoço tira um cochilo”
“Nessa hora eu posso pegar meu peixe sossegado”

Mas não é que é verdade
Depois do almoço
Seu Gibão não aguentou o sono
E foi logo puxar um ronco

E Listrado foi de leve
Pegou o peixe feliz da vida
Mas como sempre acontece alguma coisa
Que consegue estragar seu dia

Passava bem na hora
A cachorra Bebel
Viu Listrado
E latiu pra dedéu

Seu Gibão acordou assustado
E logo viu Listrado
Que correu tão rápido
Que até deixou o peixe de lado

Bebel a cachorra
Correu atrás de Listrado
Listrado apavorado
Se escondeu dentro de um vazo

Dentro do vazo tinha um rato
Listrado ficou feliz da vida
“Oba aqui tem comida!”
Mas engraçado o rato não se movia

Mas Listrado guloso
Já foi colocando o rato na boca
Tinha gosto de borracha
“Que rato com gosto estranho poxa!”

Mas Listrado percebeu
“Esse rato é de brinquedo!”
“Vou continuar com fome”
Para seu desespero

Foi pra casa correndo
Ver se tinha ração
Para sua alegria encontrou a vasilha cheia
Tão cheia que tinha até pelo chão

“Se não tem peixe nem rato!”
“O melhor é comer ração”
Disse com água na boca
Rindo de montão

Agora lá vem ele
Correndo pelos telhados
Muito feliz e contente
E de barriga cheia lá vem Listrado

José Alberson 









Lua



Lua

Eu disse ...
Meu sonho é chegar a lua...
Saber se ela é de queixo derretido...
Ou de pedra fria...

Eu queria ver de perto....
E sorrir sem esperar que ela retribua...
Meu espelho esta quebrado...
Não me vejo...

Se parte de mim esta nela...
Então posso me esboçar dessa parte...
Não ser o que era
Mas melhorar o que já foi

Sei que estas me vendo

Tenho sonhos frios...
E quando sera que eles se aqueceram?
Quando for noite talvez
Quando não for lua nova

José Alberson

Noite



Noite

Os espelhos me mostram virtudes
Silencio
Paciência
Os espelhos me mostram virtudes

Os olhos me mostram covardia
Correr
Fugir
Os olhos me mostram covardia

Não me espere para jantar
O problema não é você
Eu queria que não fosse assim
Hoje não existirá nossa noite

A noite será só sua
Eu sei
A noite será só minha
Eu sei

Os olhos me sussurram isso
Que você ia correr
Que você ia fugir
Os olhos me sussurram isso

A noite será só minha
Será sempre
A noite será só minha
Será sempre

Com as estrelas
Com a lua
Com a brisa
Com as rosas

Sorriso
Olhar
Cabelo
Pele

Quando voltei...
O que encontrei?
Encontrei a noite
Que sempre será minha

E nada mais


José Alberson

Rosa de Aço





Rosa de Aço

Essa couraça
De ódio e amargura
Transformaram esse coração
Em aço frio, gélido e bruto.

Lamina banhada em dor
Tudo destrói
Flores e lírios
Rosas e espinhos 

Se um dia a luz pudesse entrar de novo
Na brecha da sua janela
Aqueceria o aço
E assim poderia brotar algo


Um sonho talvez
De ver o bem reinar
O sonho de ser amada
O sonho de se levantar


Voltaria a ver a luz do sol
Seria consolada pela luz
E assim poderia se tornar forte
Grandiosa e bela


Provaria que tem sua beleza
E teria em suas mãos a justiça
Abandonaria o frio 
Abandonaria a vingança


Deixaria o pesadelo para lá
E seguiria sua jornada
Entre as montanhas
E os vales


E quando as duras lutas
Batessem a porta
Já teria crescido
Já seria uma guerreira


Que não se abalaria
Que não se quebraria
Que não descansaria
Que apenas lutaria


Já seria experiente
E faria seu dever com bravura
E com certeza seria vitoriosa
Por que aprendeu a se levantar


Deixe a luz entrar
Ela saberá o que fazer
Para cada um 
Ela age de um jeito


Ela ira purificar
Tirara a dor e o cansaço
Ira transformar você
Em uma rosa de aço

José Alberson

Opostos




Opostos

Beije...
Abrace...
Ame...
Se entregue...

Morda!
Corte!
Odeie!
Use!

Cure...
Machuque!
Estenda a mão...
Ignore!

Branco...
Preto!
Plumas...
Sangue!

Nero!
Bianco...
Angelo...
Cane!

Curve-se...
Esnobe!
Corra...
Mate!

Chore...
Grite!
Magoe!
Sofra...

Tente!
Arranhe!
Despedace!
Queime!

Sorria...
Murmure...
Acalente...
Cale-se...

Aconselhe...
Alise...
Conserte...
Refresque...


Surpreenda!
Seja discreta...
Faça loucura!
Seja sóbria...

Plumas brancas...
Plumas negras!
Angel...
Evil!

White...
Black!
Taça...
Lança!

Atena...
Ares!
Zeus...
Hades!

Deus...
Diabo!
Guerra!
Paz...

Opostos...
Opostos!
Opostos...
Opostos!

José Alberson

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ciclo sem fim


Ciclo sem fim

Mandei um pensamento pra você
Ele voltou mudo e pálido
Eu desenhei um desenho pra você
E voltou sujo e rasgado

Eu colhi flores pra você
Elas voltaram secas e muchas
Eu te dei musica
Mas o que retornou foi o silencio

Fiquei com sede essa noite
E também fiquei sem sono
Esperei você em sonhos
E acordei na solidão entediante

Pensei e ir mais além
Pensei e me superar
Corri atrás de como
Seu coração conquistar

Roubei e te dei estrelas
E elas voltaram apagadas
Te trouce a lua amarrada no céu
Você cortou a corda e ela voltou para lá

Colhi o fogo e fiz dele colar
Você com repugnância o arremessou no mar
Transformei flores em cristais
E você os quebrou  

Não dormi outras mil noites
Minha boca secou
E meus lábios racharão
Minhas lagrimas são secas

Queria correr 
Dormir para sempre
Me recolher em meus lençóis
E me perder em sonhos tristes

Mas acordei sem sono esta noite
Peguei uma pena e escrevi
E pela primeira vez dormi tranquilo
Sem pesadelos com monstros

Acordei sem sono
Mudei de cidade
E me apaixonei de novo
Para começar de novo

Um ciclo sem fim

José Alberson








Quando escrevo ... - Sandra Gonçalves



Quando Escrevo...

E... Curiosamente escrevo
para desabafar... para colocar
para fora o que transborda e
tenta a todo custo me sufocar...
Cada vez sinto que preciso, 
mais eu escrevo...
Escrevo fugindo de mim...
Fugindo do que sou, de quem sou...
Fugindo da tal terapia que dizem 
que preciso... E que eu acho que não!!!
Escrevo enlouquecendo; 
enlouquecendo escrevo, 
atormentando as palavras 
ao meu redor... buscando 
palavras pra descrever 
tudo isso!!! Mas cansei 
de procurar as palavras, 
é melhor eu enlouquecer 
e deixá-las soltas para
que elas voem sem 
parar pelo ar...

Sandra Gonçalves.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Pipoca



Pipoca

Poc, poc, poc!

A pipoca
Estoura
Livre
Branca

A pipoca
Estoura

Poc, poc, poc!

A pipoca
Voa
Branca
Livre

A pipoca
Voa

Poc, poc, poc!

A pipoca 
Dança
Da forma 
Para panela

A pipoca
Dança

Poc, poc, poc!

José Alberson