domingo, 7 de setembro de 2014

Versos Amargos


Versos amargos

Então... é assim que acaba? 
Um abraço e um olhar...
Nenhuma gota de lágrima?

Uma porta se fecha 
Um sorriso se apaga
Uma luz pela fresta
Uma despedida amarga 

Ó, serpente cruel
Injetas teu veneno
E vais embora?
Me digeres por dentro
E me consolas por fora?

Ris da minha angústia?
Ris do meu lamento?
Bebes da minha dor
E brindas ao meu sofrimento?

Pois bem, por hoje hei de aceitar
O fracasso e a humilhação
Mas me conforta saber
Que será teu sangue de véu
O responsável por silenciar teu coração

Micael Rodrigues


Fada de Neon



Fada de Neon

Na floresta de pedra
Um santuário cinza
Onde a prata vale uma vida
Sente o cheiro de fumaça?

Ser macabro mora nela
Ser de varias mascaras
Suas mãos leves se seus pesares
Sempre possuem mistério

Sua carruagem de lata
Seu bardo toca guitarra
Sua bebida nunca basta
Sempre tem que ter uma poção magica

De dia 

Suor 
Calor

De noite

Sem restrição
Sem pudor

A vontade que tenho
É de fazer tudo queimar
Suas mascaras 
Seus mistérios

Você não vê uma fada de neon?
Dançando nua
Sua linguá não basta
Sempre tem que ter uma poção magica

Seria bom tela por uma noite
Seria bom tela por varias noites !!!
Se toque leve lascivo
Sempre leva ao delírio

De dia

Chora 
Dorme

De noite 

Geme
Ama

A vontade que tenho
É de faze-la queimar
Suas mãos
Seus gemidos

José Alberson





 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Lobo





Lobo

E lá se foi ...
E como se foi não sei disser.

Anoiteceu, simplesmente esfriou e escureceu
Quando vai voltar?


O sol deixa um rastro no céu.
Um cheiro de saudade...

Eu mergulho na água fria.
Pra acordar, e esperar aquela lua vazia.

Até quando vai ali ficar?
Banhando a terra com essa luz fria.

Se um dia eu voltar a ver o amanhecer.
Não vou esperar o meio-dia 

Cansei de miragens ao tempo.
De pareceres e coisas do coração.

Vou tentar dormir.
Pra ver se assim anoitece mais rápido...

Não que não goste do dia.
Apenas sinto que a noite é o meu lugar ...

José Alberson

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Dourada













Dourada

Nessa dourada pele.
Descansa um sorriso.
Com um brilho dourado.
Um brilho infinito.

E por fim nasceu.
Como um sol de outono.
Numa tarde dourada.
Uma tarde para ser amada.

Sem explicação talvez ...
Deitei na grama e observei.
A majestade daquele olhar.
Aquele sorriso a me amarrar. 

O sol me encantou.
Não era pra menos.
A noite ... 
Ficou muito fria para se viver só.

Dourada como mel.
Será que tem o mesmo gosto?
Pele suave como um véu.
Só de vê-la subo ao céu ...

O puro brilho do seu olhar.
Parecem chamas a dançar.
Eu sei ...
Posso me queimar.

Posso até ficar cego.
Posso não ter explicação.
Mas posso provar.
Que ter te visto assim ...

...tão de perto não foi em vão.   

Posso até me machucar...
... ao te olhar.
Mas posso provar
Que vou tocar ...

... sim, seu coração eu vou tocar.

José Alberson

Não me fale das estrelas



Não me fale das estrelas

Não me fale de estrelas
Não hoje
Não me fale das fantasias
São alheias

Fantasias ...

Que me bebem
Gota por gota
Em um sussurro
De desonra

Não vou estar aqui
Vou atrás das sombras
Só hoje
Apenas hoje

Para poder dormir
Em silêncio
Mutuo
Profundo

Então ...

Não me fale de estrelas
Não agora
Não me fale dos sonhos

São seus

Que me cegam
Me deixam sem rumo
Nu no mundo 
Em desonra

Hoje não vou estar aqui
Vou atrás da penumbra
Só hoje 
Apenas hoje

Para poder deitar
Em silencio
Puro
Profundo

Então, só hoje ...
... não me fale de estrelas!

José Alberson

sábado, 15 de março de 2014

Liberte-se - Fabiana Almeida















Liberte-se

Embriague-se com rimas
Dance com o vento
Faça o que te fascina
Converse com versos
Viaje no tempo
Grite escrevendo
Abra
a
mente
Solte o verbo
Libere o veneno
Reveles-se
do lado avesso
Desate as amarras
Forme palavras
Escape!
Faça poesia.


Fabiana Almeida 





Ensaio para Victoria - Julia Savian



Ensaio para Victoria


Em meu olhar a tenho...
Digo-lhe que não pude evitar...
(Uma beleza sem pudor tende a me fixar)
Sem pudor como seus cabelos bagunçados...
Ou seu sorriso meigo que desperta-me a alma...
(Por eu não saber o que esconde)
Junto de um olhar...
(que certamente me atordoou)
Meus lábios clamam em sentir seu desejo, 
minha pele clama em sentir seu toque...
(saber que é real)
E naufragar nesse abismo de essência.

Julia Savian