sexta-feira, 4 de abril de 2014

Não me fale das estrelas



Não me fale das estrelas

Não me fale de estrelas
Não hoje
Não me fale das fantasias
São alheias

Fantasias ...

Que me bebem
Gota por gota
Em um sussurro
De desonra

Não vou estar aqui
Vou atrás das sombras
Só hoje
Apenas hoje

Para poder dormir
Em silêncio
Mutuo
Profundo

Então ...

Não me fale de estrelas
Não agora
Não me fale dos sonhos

São seus

Que me cegam
Me deixam sem rumo
Nu no mundo 
Em desonra

Hoje não vou estar aqui
Vou atrás da penumbra
Só hoje 
Apenas hoje

Para poder deitar
Em silencio
Puro
Profundo

Então, só hoje ...
... não me fale de estrelas!

José Alberson

sábado, 15 de março de 2014

Liberte-se - Fabiana Almeida















Liberte-se

Embriague-se com rimas
Dance com o vento
Faça o que te fascina
Converse com versos
Viaje no tempo
Grite escrevendo
Abra
a
mente
Solte o verbo
Libere o veneno
Reveles-se
do lado avesso
Desate as amarras
Forme palavras
Escape!
Faça poesia.


Fabiana Almeida 





Ensaio para Victoria - Julia Savian



Ensaio para Victoria


Em meu olhar a tenho...
Digo-lhe que não pude evitar...
(Uma beleza sem pudor tende a me fixar)
Sem pudor como seus cabelos bagunçados...
Ou seu sorriso meigo que desperta-me a alma...
(Por eu não saber o que esconde)
Junto de um olhar...
(que certamente me atordoou)
Meus lábios clamam em sentir seu desejo, 
minha pele clama em sentir seu toque...
(saber que é real)
E naufragar nesse abismo de essência.

Julia Savian


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Vi



Vi

Vi vivi e comi
Vi amei e corri
Vi comi e amei
Vi olhei e senti
Vi dancei e cai
Vi beijei e sai
Vi cantei e dormi
Vi li e bati
Vi nu e voei
Vi coberto e gostei
Vi fechei e abri
Vi você bem ali
Vi os olhos enfim
Vi a vida florir
Vi tua mão me beijar
Vi teus lábios abraçar

Te amei por que te vi ?

Não!

Te amei por que te senti!

José Alberson

O telepata



O telepata

Eu não leio pensamentos!
Leio sorrisos 
Leio olhares
Eu não leio pensamentos!

Eu te peguei pensando em mim
Não diga que é mentira
Não precisa mentir a assim
Eu te peguei pensando em mim

Eu não sei voar!
Sei correr
Sei andar
Eu não sei voar!

Eu te encontrei correndo
Atrás do mundo
Atrás do vento
Eu te encontrei correndo

Eu não te vejo por dentro!
O corpo
O osso
Eu não te vejo por dentro!

Eu escuto seu coração
Levemente batendo
Levemente vivendo
Eu escuto seu coração

Tum-tum,tum-tum!

José Alberson


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Magia Celta - Vastor Mundrin



Magia Celta

Nove madeiras no caldeirão vão,
queime-os rapidamente e queime-os lentamente. 
Vidoeiro no fogo vai, 
para representar que a Senhora tudo sabe.

Carvalho dá à floresta poder, 
no fogo traz a visão e de Deus compreensão. 
Sorveira é a árvore do poder,
dando vida e magia à flor.

Salgueiros na orla descansam,
para ajudar na jornada ao País do Verão. 
Pilriteiro é queimado para purificar
e trazer fadas ante seus olhos.

Aveleira, a árvore da sabedoria e da aprendizagem,
aumenta sua resistência com ao brilhar e queimar do fogo. 
Branca são as flores da macieira,
que nos traz os frutos da fertilidade.

Pinheiro é a marca do sempre-verde,
para representar a imortalidade invisível. 
Sabugueiro é a árvore da Senhora,
não o queime, ou será amaldiçoado.

Vastor Mudrin


Estaca Zero



Estaca Zero

Quero voltar ao limite
Quero voltar ao original
Quero voltar ao começo
Quero voltar ao banal

Quero ir aonde fui
Quero ir onde passei
Quero ir onde começou
Quero ir aonde amei

Sei que não posso
Sei que não devo
Sei que não volto
Sei, pois eu vejo

Escorreu pelos dedos
E não foi por que eu quis
Deslizou pelos dedos
Foi tão rápido que não vi

E o que sobrou
Um sopro levou
Um sopro leve
Que minha boca soprou

Pois quis rebobinar
Pois quis reviver
Pois quis recomeçar
Pois quis refazer

Rebobinar foi o que fiz
Reviver foi o que fiz
Recomeçar foi o que fiz
Refazer foi o que fiz

Fui correndo ao limite
Fui correndo ao original
Fui correndo ao começo
Fui correndo ao banal

Fui correndo aonde fui
Fui correndo onde passei
Fui correndo aonde comecei
Fui correndo aonde amei

Virei a ampulheta
Tenho tempo de sobra
Mas mesmo assim
Não é muito tempo

Por isso quero meu céu
Cor de infinito
Por isso quero o teu papel
Branco infinito

Por isso quero a minha filha
Em duas dividida 
Por isso quero a tua vida
Branca limpa

Quero voltar a mim
Quero voltar a nós
Quero voltar a ti
Quero voltar a vós

Quero voltar à vida
Quero voltar à cruz
Quero voltar à guilda
Quero voltar à luz

Agora sei que cheguei
Agora sei que voltei
Agora sei que desci
Agora sei que calei

E não me envergonho disso
E não me calo por isso
E não me inveje por isso
E não me orgulho disso

Tenho necessidade disso
Tenho vontade disso
Tenho desejo nisso
Tenho atração por isso

Quero voltar ao grande barulho
Ao grande barulho voltar eu quero
Desejo infinito porem sincero
Quero voltar ao início

A estaca zero

José Alberson