terça-feira, 22 de outubro de 2013

Lua



Lua

Eu disse ...
Meu sonho é chegar a lua...
Saber se ela é de queixo derretido...
Ou de pedra fria...

Eu queria ver de perto....
E sorrir sem esperar que ela retribua...
Meu espelho esta quebrado...
Não me vejo...

Se parte de mim esta nela...
Então posso me esboçar dessa parte...
Não ser o que era
Mas melhorar o que já foi

Sei que estas me vendo

Tenho sonhos frios...
E quando sera que eles se aqueceram?
Quando for noite talvez
Quando não for lua nova

José Alberson

Noite



Noite

Os espelhos me mostram virtudes
Silencio
Paciência
Os espelhos me mostram virtudes

Os olhos me mostram covardia
Correr
Fugir
Os olhos me mostram covardia

Não me espere para jantar
O problema não é você
Eu queria que não fosse assim
Hoje não existirá nossa noite

A noite será só sua
Eu sei
A noite será só minha
Eu sei

Os olhos me sussurram isso
Que você ia correr
Que você ia fugir
Os olhos me sussurram isso

A noite será só minha
Será sempre
A noite será só minha
Será sempre

Com as estrelas
Com a lua
Com a brisa
Com as rosas

Sorriso
Olhar
Cabelo
Pele

Quando voltei...
O que encontrei?
Encontrei a noite
Que sempre será minha

E nada mais


José Alberson

Rosa de Aço





Rosa de Aço

Essa couraça
De ódio e amargura
Transformaram esse coração
Em aço frio, gélido e bruto.

Lamina banhada em dor
Tudo destrói
Flores e lírios
Rosas e espinhos 

Se um dia a luz pudesse entrar de novo
Na brecha da sua janela
Aqueceria o aço
E assim poderia brotar algo


Um sonho talvez
De ver o bem reinar
O sonho de ser amada
O sonho de se levantar


Voltaria a ver a luz do sol
Seria consolada pela luz
E assim poderia se tornar forte
Grandiosa e bela


Provaria que tem sua beleza
E teria em suas mãos a justiça
Abandonaria o frio 
Abandonaria a vingança


Deixaria o pesadelo para lá
E seguiria sua jornada
Entre as montanhas
E os vales


E quando as duras lutas
Batessem a porta
Já teria crescido
Já seria uma guerreira


Que não se abalaria
Que não se quebraria
Que não descansaria
Que apenas lutaria


Já seria experiente
E faria seu dever com bravura
E com certeza seria vitoriosa
Por que aprendeu a se levantar


Deixe a luz entrar
Ela saberá o que fazer
Para cada um 
Ela age de um jeito


Ela ira purificar
Tirara a dor e o cansaço
Ira transformar você
Em uma rosa de aço

José Alberson

Opostos




Opostos

Beije...
Abrace...
Ame...
Se entregue...

Morda!
Corte!
Odeie!
Use!

Cure...
Machuque!
Estenda a mão...
Ignore!

Branco...
Preto!
Plumas...
Sangue!

Nero!
Bianco...
Angelo...
Cane!

Curve-se...
Esnobe!
Corra...
Mate!

Chore...
Grite!
Magoe!
Sofra...

Tente!
Arranhe!
Despedace!
Queime!

Sorria...
Murmure...
Acalente...
Cale-se...

Aconselhe...
Alise...
Conserte...
Refresque...


Surpreenda!
Seja discreta...
Faça loucura!
Seja sóbria...

Plumas brancas...
Plumas negras!
Angel...
Evil!

White...
Black!
Taça...
Lança!

Atena...
Ares!
Zeus...
Hades!

Deus...
Diabo!
Guerra!
Paz...

Opostos...
Opostos!
Opostos...
Opostos!

José Alberson

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ciclo sem fim


Ciclo sem fim

Mandei um pensamento pra você
Ele voltou mudo e pálido
Eu desenhei um desenho pra você
E voltou sujo e rasgado

Eu colhi flores pra você
Elas voltaram secas e muchas
Eu te dei musica
Mas o que retornou foi o silencio

Fiquei com sede essa noite
E também fiquei sem sono
Esperei você em sonhos
E acordei na solidão entediante

Pensei e ir mais além
Pensei e me superar
Corri atrás de como
Seu coração conquistar

Roubei e te dei estrelas
E elas voltaram apagadas
Te trouxe a lua amarrada no céu
Você cortou a corda e ela voltou para lá

Colhi o fogo e fiz dele colar
Você com repugnância o arremessou no mar
Transformei flores em cristais
E você os quebrou  

Não dormi outras mil noites
Minha boca secou
E meus lábios racharão
Minhas lagrimas são secas

Queria correr 
Dormir para sempre
Me recolher em meus lençóis
E me perder em sonhos tristes

Mas acordei sem sono esta noite
Peguei uma pena e escrevi
E pela primeira vez dormi tranquilo
Sem pesadelos com monstros

Acordei sem sono
Mudei de cidade
E me apaixonei de novo
Para começar de novo

Um ciclo sem fim

José Alberson








Quando escrevo ... - Sandra Gonçalves



Quando Escrevo...

E... Curiosamente escrevo
para desabafar... para colocar
para fora o que transborda e
tenta a todo custo me sufocar...
Cada vez sinto que preciso, 
mais eu escrevo...
Escrevo fugindo de mim...
Fugindo do que sou, de quem sou...
Fugindo da tal terapia que dizem 
que preciso... E que eu acho que não!!!
Escrevo enlouquecendo; 
enlouquecendo escrevo, 
atormentando as palavras 
ao meu redor... buscando 
palavras pra descrever 
tudo isso!!! Mas cansei 
de procurar as palavras, 
é melhor eu enlouquecer 
e deixá-las soltas para
que elas voem sem 
parar pelo ar...

Sandra Gonçalves.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Pipoca



Pipoca

Poc, poc, poc!

A pipoca
Estoura
Livre
Branca

A pipoca
Estoura

Poc, poc, poc!

A pipoca
Voa
Branca
Livre

A pipoca
Voa

Poc, poc, poc!

A pipoca 
Dança
Da forma 
Para panela

A pipoca
Dança

Poc, poc, poc!

José Alberson