segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Casa das Maquinas



Casa das Maquinas

Faço
Cumpro
Ligo
Desligo

Tudo é logico
Racional
É um limite
Egocêntrico e puro

Obedeço
Concordo
Produzo
Trabalho

Tudo é escuro
Negro
É um calculo
Perfeito e preciso

Ligo
Trabalho
Desligo
Ligo

Consumo
Desligo
Ligo
Trabalho

Acabou?
Esgotou?
Desgastou?
Quebrou?

Troque
Substitua
Isole
Conserte

No stress
Continue
No stress
Continue

Produtividade
Só isso?
Produtividade
Só isso?

Repetindo
E trocando
Repetindo
E trocando

De a eles migalhas!
Poucas e graúdas
Simplesmente se calam
E voltam a repetir

No stress
Continue
No stress
Continue

Produzindo
Sobrevivemos
Produzindo
Sobrevivemos

Até quando?
Até nos trocarem
Até quando?
Até nos trocarem

José Alberson

Complicado - Manoel Cardoso Júnior



Complicado

Por incrível que pareça
As pessoas não acreditam
Mesmo estando com outra
Penso nela o tempo todo.

Eu queria tanto que fosse ela
Não desejaria mais ninguém
Minha vida ainda gira em torno dela
Tenho tentado viver.

Por que não consigo esquece-la?
Foi tanto amor assim
Quando estou com alguém quero tê-la
Por que as coisas são assim?

Já nem sei o que sinto
Não tenho conseguido me envolver
São tantas, mas só quero uma
O que eu faço para te esquecer?

Manoel Cardoso Júnior



sábado, 5 de outubro de 2013

Rosa




Rosa



Se palavras fossem rosas...
Choveriam das minhas palavras...
Rosas vermelhas, e brancas...
Só para te ver sorrir de novo...

Quando ando pelas ruas sem rumo...
Me lembro que já sorri muito...
E vejo que toda rosa tem espinho...
E temos que saber pega-la sem nos machucar

Pois teu sorriso...
Alegra...
Mas ninguém sabe... 
O espinho que guardas... 

Mas mesmo assim sorri...
Sem transparecer o quanto é irônico...
Pois o belo da vida não é ser feliz...
E tentar ser...

Queria te dar um abraço...
E conversar mais uma vez sobre futuro...
E e me espetar nas tuas palavras...
E poder mesmo assim disser...

Você é uma rosa...


José Alberson

Corvos



Corvos


Como um sussurro
Murmurante
Entre os olhos negros
Abertos

Eu posso ver a cruz
Um corpo nu
Uma mente nua
Sangue seco

E o resto do que foi?
Não importa já se foi
Já não me lembro de como foi
A lembrança também se foi

Um corvo arrancou a língua
Outro arrancou os olhos
Outro arrancou a orelha
Outro comeu sua mente

Agora olho
Um corpo nu
Sem rosto
Sem mente

Um milharal
De corpos nus
Sem rostos
Sem mentes

Corvos como enxame de abelhas
As asas negras e agitas
Murmurando sempre
“Fome, fome, fome”.

Fome de línguas
Fome de olhos
Fome de orelhas
Fome de mentes



José Alberson


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O seu silencio



O seu silencio

Seu silencio me faz pensar
Seu silencio me faz sorrir
Seu silencio me faz olhar
Seu silencio me faz sentir

Sentir o silencio
A mais pura musica
Que me faz ficar tremulo

Seu pensar me traz, silencio
Seu sorrir me traz, silencio
Seu olhar me traz, silencio
Seu silencio me faz sentir...

O silencio...
O barulho que mais me incomoda
Que me faz ficar tremulo

Seu silencio, me tira do chão
Seu silencio, me arrebata
Seu silencio, me conquista
Seu silencio, me dá assas

O silencio...
Sinônimo de solidão
Mas seu silencio é diferente
Traz-me reflexão

José Alberson

Tintas



Tintas

Quero manchar meu quarto
Com o branco da ilusão
Quero manchar meu quarto
Com o vermelho da perdição

Quero manchar meu quarto
Com verde da esperança
Quero manchar meu quarto
Com o vinho da elegância

Quero manchar meu quarto
Com o preto da morte
Quero manchar meu quarto
Com o azul que é cor forte

Espere um pouco
Uma tinta diferente no meu quarto entrou
É o rosa do amor
Que alguém sem medo nenhum
No meu coração jogou

José Alberson

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A morte da rosa



A morte da rosa

Por você chorei e sofri
Comigo, chorou a terra
O céu escureceu
E o sol não brilhou
E a lua não veio

As nuvens se tornaram vermelhas
E as aves negras
Rosa minha amada
Foi-se para sempre
Viva ou morta te amarei eternamente

Amada minha
Imaculada
O que a matou?
Foi o frio?
Não... Não foi o frio
Foi o calor?
Não... Não foi o calor
Foi a tristeza?
Sim, foi a tristeza!
Que tapou o sol
Que secou a chuva
Que secou o solo
Que a matou

Lagrimas minhas
Não vão resolver
Mas, o possível eu farei
Por você

Rosa minha, minha amada
Foi-se para sempre
Morta ou viva
Amar-te-ei eternamente

José Alberson